segunda-feira, 1 de junho de 2026

Caso Master ainda vai dar muito pano pra manga





 Bolsonaro é Pix; Lula é Master” (Refrão publicitário retirado às pressas de circulação)

A oposição bolsonarista não se deu bem na solerte tentativa de despejar no colo lulista a responsabilidade por inteiro do impactante escândalo do Banco Master. Como demonstra o noticiário, a guerra de narrativas transformou o caso em um verdadeiro “cabo de guerra” ideológico. Os argumentos do grupo governista, devolvendo aos adversários a pecha da culpabilidade nos fraudulentos e bilionários negócios do clã Vorcaro, vêm encontrando estridente respaldo nas bem conduzidas investigações da Polícia Federal.

As revelações já trazidas a público tornam plausível a tese de que a engrenagem da estrondosa maracutaia foi caprichosamente montada e lubrificada bem antes de 2023. As recentes apurações flagraram “com a mão na botija” uma fileira de próceres políticos engajados na militância oposicionista. Fica bem evidenciado que a operação batizada de “Compliance Zero” trouxe à claridade solar conexões profundas entre o topo do ecossistema político bolsonarista e os escusos interesses do banco. O entrelaçamento gerou em Brasília, na maledicência das ruas, a chistosa historieta de que o chamado Centrão merece ser agora apelidado de “banco do Centrão”.

O primeiro personagem de grande realce das hostes oposicionistas enredado com a trama foi justamente o líder do Centrão, senador Ciro Nogueira, ex-chefe da Casa Civil. Contra ele pesam várias acusações; a mais grave é a de que recebia, como “ajuda de custo” para gastos domésticos, a bagatela de R$ 300 mil a R$ 500 mil mensais.

Outro senador, pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), desfrutou de estreita camaradagem com Daniel Vorcaro, dele obtendo grana polpuda supostamente destinada a um longa-metragem sobre o pai, Jair Bolsonaro. Especialistas em cinematografia garantem que o valor estipulado supera de longe o orçamento de qualquer superprodução.

A teia de favores e espúrias conveniências alcançam ainda mais um oposicionista: o governador fluminense, Cláudio Castro. O recesso de seu lar foi devassado por mandados judiciais sob a acusação de ter aposto sua chancela no direcionamento de everestiana quantia do fundo Rioprevidência para as arcas do combalido Master.

Outro governador da oposição que viu seu “filme queimado” por conta de ligações escabrosas com o banqueiro — hoje recolhido à Papuda — foi Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, principal responsável pela débâcle financeira do banco regional de Brasília (BRB).

Além do provável indiciamento de mais um punhado de políticos do grupo já identificado, novos nomes, talvez de outras legendas, poderão ser apontados no correr das diligências policiais, tendo em vista as negociações em torno das delações premiadas.
Dúvida alguma persiste quanto à certeza de que o caso Master renderá ainda muito pano pra manga…

A magnífica mensagem do Papa

 


“A máquina pode simular o intelecto, mas nunca substituir a alma.” (Papa Leão XIV)






As Encíclicas Pontifícias constituem magistrais documentos produzidos com o intuito de despertar consciências e estimular mentes e corações a seguirem diretivas seguras na busca do bem-estar humano e da construção civilizatória. Escusado registrar que se inspiram na sabedoria sagrada cujo marco inicial remonta aos primórdios da vida. Contemplando questões sociais de suprema relevância no curso da história, as Cartas Apostólicas são endereçadas a toda a Humanidade, não apenas aos católicos, ouvidas sempre com fervor e respeito, por significarem jatos de luzes capazes de devassar as trevas do obscurantismo espiritual.

Denominada “Magnifica Humanitas”, a primeira Encíclica do Papa Leão XIV, lançada de forma simbólica em 15 de maio, data evocativa da Rerum Novarum promulgada por Leão XIII, em 1891, é dedicada a tema de flamejante atualidade: “O impacto da Inteligência Artificial no mundo moderno”. As frases alinhadas na sequência, de refulgente significado humanístico, transmitem lições de saber profundo :

  1. “A automação não pode se tornar um pretexto para o descarte sistemático do trabalhador. Uma economia que gera riqueza algorítmica à custa da inatividade forçada da multidão é uma profunda regressão antropológica.” “(…) Substituir a inteligência do coração pelo cálculo frio da máquina, apenas para inflar as margens do capital, é uma violência contra a ordem social.”
  2. “Atrás da promessa de um fluxo computacional limpo e ininterrupto, esconde-se um novo chão de fábrica global. Os corpos e as mentes de moderadores e rotuladores de dados são hoje marcados, feridos e desgastados pelo conteúdo mais sombrio da humanidade, trabalhando na mais absoluta precariedade invisível.”
  3. “Delegar a uma máquina o julgamento de tirar uma vida humana é o ápice da abdicação moral da nossa espécie. Os algoritmos calculam probabilidades, mas carecem de misericórdia, arrependimento e alma.”
    “Sistemas bélicos autônomos reduzem a tragédia da guerra a um mero jogo de eficiência. Ao mascarar a face do sofrimento humano por trás de decisões automatizadas, líderes sem escrúpulos encontram um caminho facilitado para o conflito, usando a tecnologia como cortina de fumaça para suas próprias fraquezas políticas.

Num dos trechos mais emocionantes da Magnifica Humanitas, Leão XIV faz resgate histórico e corajoso. Lança, contrito, pedido de perdão: “Pedimos perdão ao Criador pelas vezes em que, na história, faltou à nossa voz a coragem evangélica para condenar de pronto a escravidão que acorrentava os corpos e comerciava as almas. Não podemos, hoje, reincidir no mesmo silêncio cúmplice diante das novas servidões invisíveis, onde a dignidade do trabalhador é sacrificada no altar dos fluxos digitais e do lucro desmedido.”

Cerco implacável aos crimes digitais

 

“A liberdade de expressão não pode ser biombo para crimes” (Presidente Lula)

Alvíssaras! Até que enfim ganhou contorno entre nós um sistema que se imagina eficaz contra abusos cometidos na despoliciada divulgação digital. O governo acaba de assinar decretos, inspirados em experiências já bem consolidadas na União Europeia, contendo dispositivos eficientes, de teor democrático, com vistas a combater a disseminação de “crimes graves, crimes gerais, conteúdos pagos” cometidos nessa terra de ninguém em que se transformou para muitas mentes pervertidas, a fabulosa internet.

Dias atrás, em Brasília, foram assinados atos conferindo urgência institucional e prioridade absoluta à candente matéria, há muito debatida por todos os setores comunitários, preocupados com a avalanche de situações danosas geradas pelo emprego indevido e delituoso de um instrumento nascido do salutar objetivo de favorecer a construção humana. Ficou evidenciado, no evento, que a posição do poder público não representa mera proclamação retórica. O arcabouço normativo fixa rigoroso regime de responsabilidade civil e estipula severas sanções, atribuindo à Autoridade Nacional de Proteção de Dados, recriada em 2022, o múnus e a competência imperativa de fiscalizar e punir os desvios perpetrados pelas corporações monopolistas de tecnologia.

A promessa oficial é de oferecer cerco implacável aos crimes graves, compreendendo a violação de direitos fundamentais sistêmicos. Estipula-se que as plataformas cumpram o dever de cuidados mitigadores, obrigando-se a agir preventivamente de modo a impedir a circulação de conteúdos que configurem:

a) crimes previstos na Lei do Estado Democrático de Direito (atentados contra a soberania ou instituições democráticas); b) atos de terrorismo ou preparação de atos terroristas; c) práticas tipificadas na Lei de Racismo e homofobia; d) crimes de violência contra a mulher previstos na Lei Maria da Penha; e) conteúdos que induzam, instiguem ou auxiliem o suicídio ou a automutilação, bem como crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes.

A lista dos chamados “crimes gerais” a serem extirpados das plataformas abarca delitos de menor potencial ofensivo, ou de natureza privada, como calúnia, injúria, difamação e fraudes ao consumidor. Define-se também que a responsabilidade civil da plataforma é subsidiária, mas imediata após a ciência formal da ocorrência.

No que tange aos “conteúdos pagos”, o decreto diz que, como se trata de um serviço comercial e de publicidade, as empresas de tecnologia têm responsabilidade civil objetiva.

Como já aconteceu noutros momentos, os decretos suscitarão reações dos negacionistas de plantão. Serão, fatalmente, por eles classificados, com apoio no exterior, de afrontosos à liberdade de expressão. Não é o que pensa, óbvia e saudavelmente a sociedade brasileira.

Enredo inimaginável amplia desgaste político com Caso Master

 

“Queimação de filme” vaticinada pelo caso do banco Master segue num crescendo assustador

Essa história vai acabar queimando o filme de muita gente” (Comentário ouvido na TV)

Aos primeiros sinais da bandalheira que monopoliza o noticiário, um comentarista prognosticou: “Essa história do Master vai acabar queimando o filme de muita gente.” Profecia certeira. Que o diga o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, com suas ensaboadas explicações sobre o aporte financeiro bilionário de Daniel Vorcaro para suposto financiamento de superprodução hollywoodiana, retratando vida e obra de Bolsonaro pai. Houve quem, escutando Flávio, evocasse o famoso comediante mexicano Cantinflas, notabilizado no cinema pelo estilo de falar muito sem dizer nada, embolando as palavras e deixando os interlocutores sem entender patavina.

A “queimação de filme” vaticinada vai num crescendo assustador. Promete enredar um bocado de cidadãos “acima de qualquer suspeita”, com realçante presença no cenário político e administrativo. Ocupam eles posições no Parlamento, na alta Magistratura, em importantes órgãos públicos e por aí vai. As revelações trazidas a lume representam mero introito de enredo repleto de atos mafiosos que documentam a impressionante capacidade de sedução exercida pelo mentor da “fabulosa maracutaia” sobre personagens de diferentes estamentos sociais influentes na condução dos negócios da Nação.

Paralelamente ao vazamento do áudio em que Flávio Bolsonaro solicita grana de Vorcaro, a Polícia Federal ampliou as diligências para capturar os elementos engajados na parte operacional do tenebroso esquema de fraudes e intimidações. Tais ações consolidam volume robusto de evidências materiais, saindo, agora, do campo das suposições para a materialidade jurídica.

As delações premiadas parecem inevitáveis. Delas resultarão outros impactantes relatos. Advogados de defesa do acusado admitem que as delações a caminho vão causar profundo abalo.

Comenta-se também nos bastidores de Brasília que o áudio sobre a dinheirama repassada por Vorcaro teria sido vazado pelo próprio banqueiro, como recado ao grupo político e empresarial de sua rede de ligações para que não o abandonem à própria sorte. Faz sentido calcular que outros áudios comprometedores poderão pintar no pedaço a qualquer momento. O vazamento, nesses moldes, funciona como uma espécie de fatura preventiva para garantir “lealdade”.

As pesquisas eleitorais feitas anteriormente à divulgação do áudio do candidato do PL registraram “empate técnico” entre ele e Lula. Especula-se muito, nos redutos partidários e na mídia, sobre quais serão, nas pesquisas vindouras, as reações dos eleitores consultados.

Falar verdade, esse cabuloso e inimaginável enredo até que daria filme, com financiamento bem menor. Um legítimo thriller policial à brasileira com dispensa dos efeitos especiais de Hollywood

Não, o Itacolomi não! 14 de maio de 2026 •

 

Exploração minerária até os contrafortes do Pico do Itacolomi, em Ouro Preto, Patrimônio Cultural da Humanidade, é motivo de preocupação

Indigestos reveses 9 de maio de 2026 •

 A Corte precisa ser preservada.” ( Anna Maya, escritora)

As relações entre os Poderes azedaram pra valer. O Congresso infligiu contundentes reveses ao Planalto.
Um deles, referente à redução de penas aos golpistas, de certa forma já aguardada. O que causou desconforto foi a gritante diferença de votos observada.

O outro revés, envolvendo a rejeição de Jorge Messias para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no colegiado do STF, pegou as lideranças governistas de surpresa. Abalou interlocuções que se imaginavam promissoras, ligações políticas aparentemente amistosas, levantando suspeições sobre o comportamento, no processo, de supostos aliados do situacionismo.

Não se pode deixar de reconhecer que as tricas e futricas, típicas do momento pré-eleitoral, contribuíram em demasia para o entrechoque de interesses registrado. No entanto, faz-se míster admitir que a decisão do Parlamento foi ainda fortemente influenciada pela disposição de não mais se garantirem sufrágios, para tão elevadas funções, a nome notoriamente vinculado ao presidente.

No ver de muitos parlamentares, a Corte precisa ser preservada, em sua composição, da presença contínua de personagens, por mais brilhantes e capazes que sejam, comprometidos politicamente. A objeção a Messias, de acordo com esse entendimento das coisas, nada teria a ver, por conseguinte, com uma negação de seus méritos. Na realidade, o ex-advogado da União desfruta, na vida pública brasileira, de larga admiração e apreço pelo saber jurídico e poder empreendedor.

O que está por acontecer agora? No tocante à derrubada do veto da chamada dosimetria, a candente questão está fadada a enveredar pelo caminho da judicialização. O Supremo será fatalmente impelido a pronunciar-se.

Quanto ao preenchimento da vaga no STF, o governo poderá fazer nova indicação antes da eleição, talvez até, como já aventado, de jurista mulher negra. A hipótese de que o esquema da escolha seja deixado para o próximo ano, noutra gestão, não está de todo descartada.

2) Racismo reverso

Para ficar suficientemente esclarecida, a historinha carece ser lida mais de uma vez. Seguinte: autarquia federal dos EUA, especializada em questões raciais, recebeu ordem do presidente Donald Trump para questionar na Justiça o “The New York Times” por crime de preconceito racial.

A acusação diz que um funcionário branco do sexo masculino foi preterido numa promoção para o cargo de editor adjunto. Argumentou-se que o elemento era “significativamente mais qualificado”, mas a escolha acabou recaindo em mulher negra. O “New York Times” é o maior jornal do mundo, com 3 milhões de assinantes. Trump já moveu ações bilionárias contra o periódico, sustentando haver sofrido prejuízos de imagem em matérias estampadas sobre sua trajetória política e empresarial.

5° rosto na montanha

 “Até que não seria nada mal!” (Donald Trump)












Acredite se quiser, ou se puder! O teatro político contemporâneo, sobretudo com o advento da “era Trump”, tem sido pródigo em oferecer espetáculos de pura bizarrice. A história contada a seguir, levada a sério por fervorosos adeptos do agrupamento fundamentalista liderado pelo atual inquilino da Casa Branca, reforça cabalmente essa assertiva.

Senão vejamos: no estado americano de Dakota do Sul, mais precisamente no Monte Rushmore, existe um colossal monumento — uma espécie de Olimpo petrificado — com as efígies dos patriarcas apontados na reverência popular como construtores da grandeza dos EUA. São eles: George Washington, comandante do exército na Guerra de Independência e primeiro presidente; Thomas Jefferson, autor da Declaração da Independência; Theodore Roosevelt, pioneiro do pujante ciclo de desenvolvimento industrial; Abraham Lincoln, pai da abolição da escravatura, responsável pela unificação política do país.

Os rostos foram esculpidos no topo da montanha a 1.745 metros acima do nível do mar. Cada um deles tem 18 metros. Por motivos mais do que óbvios, o local atrai turistas de todas as partes. O cinema tem explorado à exaustão o magnífico cenário. Um exemplo icônico é o do filme Intriga Internacional (1959), de Hitchcock. As cenas da perseguição frenética sobre os rostos de granito reforçam o gigantismo do local.

Deixando o imponente Rushmore e o panteão dos mitos sagrados, fixemos agora a atenção noutro importante marco cívico, o Capitólio, Washington. No gabinete da deputada republicana Anna Paulina Luna, nos corredores e plenários do Congresso Nacional, trabalha-se febrilmente em favor da aprovação de proposta parlamentar que garanta a afixação do rosto de Donald Trump, com seu topete dourado, ao lado dos heróis da pátria no majestoso monumento.

Confessando-se lisonjeado com a iniciativa da leal correligionária, sublinhando que seus feitos dão origem a esse tipo de manifestação, Trump não deixa por menos: “Até que não seria nada mal!” A proposição vem gerando, obviamente, reações que vão do espanto à zombaria. Partidários do emplumado governante atribuem as críticas a “invejosos” militantes democratas, que fingem desconhecer os “feitos” de Trump, em particular sua contribuição para a causa da confraternização universal…

Cabe aqui anotar que o “Culto à Personalidade”, ou seja, o “monometalismo autocrático” incentivado pelo chefe de governo tem permitido sejam seu nome e imagem estampados em numerosos arranha-céus espalhados pelo país. Além disso, tramita em casas legislativas projeto para que seu rosto apareça em cédulas e passaportes e seu nome rebatize o aeroporto da capital federal. E não é que personagens como Hitler, Mussolini, Stalin e Mao Tsé-Tung encaravam com entusiasmo essa mesma prática?

Resumindo: cara petrificada ou cara de pau?

Boçalidade, respeito, censura - 30 de abril de 2026 •

 Raça maldita”. (Zampolli, assessor misógino de Trump)

1) Mais essa agora

Paolo Zampolli, amigo chegado de Donald Trump, seu conselheiro e assessor especial para assuntos globais, nutrindo fascínio por situações polêmicas, tal qual o chefe, concedeu entrevista a uma emissora italiana focalizando desavenças conjugais com a ex-cara-metade, a modelo brasileira Amanda Ungaro. Sobre a convivência de ambos por quase 20 anos, utilizando vocabulário chulo, afirmou que “as mulheres brasileiras são programadas para fazer confusão”. Acrescentou: “São uma raça maldita”.

O chocante episódio, refletindo conflito marital mal resolvido, dá sonoridade a estereótipos misóginos e xenófobos. No fim das contas, o baba do Zampolli andou confundindo geopolítica com dor de cotovelo. Para quem conviveu tanto tempo com uma “figura maldita”, ele custou muito a se dar conta que o problema não era o passaporte do cônjuge, mas o espelho do banheiro.

2) Megalomania sem volta

Donald Trump assenhoreou-se de vez da crença de haver se tornado monarca imperial. Ética, bom senso, temperança, sensatez, respeito humano: nada disso faz qualquer sentido em sua ambição de poder. Suas decisões são sempre tomadas na base do “eu quero” ou “eu posso”. A escandalosa pressão que vem fazendo para que a Itália substitua o Irã na Copa Mundial de Futebol está deixando o mundo esportivo sem fala. Como sabido, o escrete iraniano classificou-se, entre os asiáticos, para as disputas que, daqui a pouco mais de um mês, serão realizadas nos gramados dos EUA, México e Canadá.

Os italianos, com 4 títulos mundiais, não passou nas eliminatórias pela 3ª vez consecutiva. Trump, recentemente agraciado pela Fifa com o troféu de “Campeão da Paz”, pela 1ª vez conferido a uma personalidade mundial, quer agora, bagunçando o coreto do torneio de futebol, que o Irã abandone a competição e que a Itália assuma seu lugar. A estupefação global que a insólita proposta causou está traduzida na reação do próprio Ministro dos Esportes da Itália, que definiu a manobra como vergonhosa. Ora, veja, pois!

3) Interdição inédita

Javier Milei retorna estrondosamente às manchetes ao proibir a entrada de jornalistas na Casa Rosada. Acusando os meios de comunicação de conspiração contra seu governo, o dirigente portenho cancelou as credenciais dos profissionais incumbidos das coberturas do que rola na cúpula política e administrativa. A interdição é inédita: nem mesmo nos anos de terror da ditadura militar tal medida chegou a ser adotada.

Observadores da política argentina e setores da opinião pública se perguntam: terá Milei consultado, via canal mediúnico, seu finado e leal cão de estimação? Nada de estranheza. O próprio Milei já revelou, em entrevista, haver recorrido inúmeras vezes a esse “providencial contato”, acrescentando que a sabedoria do animal tem-lhe sido proveitosa.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

A estridência dos penduricalhos

 


Cesar Vanucci*

“A moralidade pública é lesada quando o privilégio se fantasia de norma legal.” (Domingos Justino Pinto, educador)

Os estridentes “penduricalhos milionários” não são de agora. Remontam a várias décadas, abrangendo um espaço de tempo bastante dilargado e vindo à baila vez por outra, como ocorre presentemente. A perduração dessas vantagens pecuniárias demonstra a força corporativa de segmentos bucráticos acostumados a driblarem, escandalosamente, regras em benefício próprio. Esses agentes são conhecidos popularmente como “marajás”.

A Constituição Federal estipula um teto remuneratório para o serviço público. Este, porém, é descerimoniosamente sobrepujado por algumas poucas categorias por meio de artifícios jurídicos e normas regimentais artificialmente instituídas.

Volta e meia, a momentosa questão frequenta as manchetes, ensejando compreensíveis críticas e levando as autoridades competentes a tentativas de explicação a propósito do inexplicável. Pululam, nessa hora, sugestões, propostas e fórmulas engenhosas para se pôr cobro à anômala situação.

Ainda outro dia, no desfecho de bem-intencionadas negociações pertinentes à questão, ganhou forma uma proposta por muitos recebida como marota. Ao invés de uma decisão ordenando o respeito rigoroso ao preceito constitucional, o que se concebeu — à guisa de “acerto provisório” até que o Congresso examine uma fórmula definitiva — foi a elevação do teto salarial do nível atual de R$ 46 mil para R$ 75 mil. Ora, veja só!

A opinião pública não escondeu sua perplexidade ao saber que, entre beneficiários do fajuto esquema, surgiram vozes de protesto contra a insólita proposta. Uma desembargadora do TJ do Pará, que recebe um holerite de R$ 107 mil, ousou vir a público para dizer que a “perseguição” feita à magistratura lembra o “tempo da escravidão”.

Tem-se por certo que a juíza não representa a grande maioria da classe. Mas não se pode deixar de comentar que tal comparação, além de ultrajante, revela um descolamento absoluto da realidade. Insulta os brasileiros que lutam diariamente com o salário mínimo para sobreviver.

Essa desconexão com o sentimento popular é o que mais agride a ética democrática. Enquanto o País discute cortes de gastos, ajustes fiscais e reformas que pesam sobre os contribuintes, uma elite encastelada em interpretações jurídicas cria um universo paralelo de ganhos.

O argumento das "verbas indenizatórias" tornou-se o duto por onde escoa a moralidade administrativa, permitindo que auxílios de toda sorte — moradia, alimentação, saúde e educação — se somem ao subsídio principal, transformando o teto em ficção jurídica. O que se espera das instituições, em momentos de crise e desigualdade acentuada, é o exemplo. No entanto, o que se vê são atos corporativos que ignoram o clamor das ruas.

*Jornalista (cantonius1@gmail.com.br)

 


Trump e o Papa: tensão global reacende temores geopolíticos -18 de abril de 2026 •

 Carga dos desvarios do presidente norte-americano é volumosa e volta a atingir o pontífice

Entre a luz e as trevas -16 de abril de 2026

 Entre a grandeza da vocação e a pequenez das escolhas cotidianas, abre-se o abismo em que tropeçam civilizações inteiras

Entre a luz e as trevas
Foto: Divulgação Nasa / Via Reuters

“Onde houver trevas que eu leve a luz”. (São Francisco)

De repente, não mais que de repente, no silêncio da noite, durante voos condoreiros da imaginação, uma nesgasinha de dúvida espicaça o raciocínio lógico.

Falar verdade, bem mais do que difícil, afigura-se irremediavelmente impossível reconhecer no brutamontes que povoa este planeta, responsável por conflitos intermináveis, vidas despedaçadas, destruições irreparáveis, por inumeráveis outros atos atentatórios à dignidade da vida, criatura suficientemente provida de grau de espiritualidade capaz de espalhar harmonia por onde caminhe.

Da escotilha da nave que singra a prodigiosa vastidão cósmica, os astronautas captam imagem, de estonteante beleza, de nosso planeta. Como explicar dualidade tão atroz? Como explicar esse paradoxo atordoante? De uma mesma fonte geradora, brotam reações que vão de Alfa a Omega, produzindo, num dos extremos, efeitos apavorantes. A vontade que colocou a espaçonave no campo infinito do céu é a mesma que aciona os mísseis, semeando o terror e ameaçando a sobrevivência da espécie e o extermínio da civilização.

Mas que contradição insondável é essa que habita a condição humana! Repitamos: a mesmíssima inteligência que manipula partículas subatômicas, que cura enfermidades, que planta edificações portentosas é, desconsoladoramente, a mesma que gera instrumentos devastadores, eliminam vidas preciosas e transformam em escombros estruturas de conforto e bem-estar. Bem provavelmente, os equívocos detectados não estão situados no cerne das Escrituras e, sim, nas interpretações imperfeitas que delas fazemos, devido a contaminações nascidas da vaidade, da arrogância, da prepotência, da ambição hegemônica, inerentes a conduta humana. Tomados por embriagante autossuficiência, face a conquistas e avanços expressivos, o ser humano julga-se pronto, acabado e merecedor do selo da perfeição. Disso fazem prova, em não poucos momentos, muitos líderes mundiais que se arvoram em “donos do mundo”.

Ser feito à imagem e semelhança do Criador não significa atingir sua inalcançável plenitude, mas carregar em estado de semente a potência do divino: a liberdade de criar, a faculdade de escolher, a possibilidade tanto do gesto luminoso quanto da sombra devastadora. Em vez de retrato concluído, somos rascunho. Em vez de obra pronta, projeto em permanente construção. Daí a vertigem: entre a grandeza da vocação e a pequenez das escolhas cotidianas, abre-se o abismo em que tropeçam civilizações inteiras. O ser humano vagueia, enquanto evolui, entre a luz e as trevas.

A SAGA LANDELL MOURA

Caso Master ainda vai dar muito pano pra manga

  Bolsonaro é Pix; Lula é Master”  (Refrão publicitário retirado às pressas de circulação) A oposição bolsonarista não se deu bem na solerte...