*Cesar Vanucci
“Democracia sai sempre revigorada
de uma eleição” (Antonio Luiz da Costa, Educador)
O
óbvio ululante: eleição livre é prova de vitalidade democrática. Cada pleito
programado constitui uma clareira de esperança nos trepidantes caminhos dos
avanços civilizatórios. Representa momento de efervescência criativa para a
exposição do ideário político, em suas múltiplas tendências, uma “ensancha” “oportunosa”
para debates e diálogos capazes de fornecerem subsídios para a decisão dos
eleitores no isolamento da cabine indevassável de votação. Os democratas
autênticos celebram a eleição como uma festa cívica memorável. Confiam
fervorosamente no processo. Sabedores das imperfeições que nele se alojam,
subproduto da falibilidade humana, veem no escrutínio eleitoral um sopro de
esperança renovado de tempos em tempos.
Mas,
desafortunadamente para os nossos foros de cidadania, há um bocado de gente que, sub-reptícia
ou escancaradamente, hostilize os postulados democráticos. Não concordam com as regras
constitucionais e jurídicas que freiam ambições de mando autoritário. Na
campanha eleitoral de 2022 deparamo-nos, constrangidos e indignados, com
demonstrações desse estado de espírito subversivo que domina grupelhos com
medíocre compreensão da vida e da ciência política. As sede dos 3 Poderes foram atacadas. Rodovias
foram bloqueadas. Grupos de pessoas na frente de unidades militares pediam a
instauração de ditadura. Inverdades clamorosas sobre a legitimidade do pleito
foram impatrioticamente propagadas, até para uma plateia atônita de Embaixadores.
Só por um triz não explodiu uma bomba no aeroporto de Brasília. A ação
antidemocrática estendeu-se por muitos outros lances chocantes sabidos e notórios.
A reação das forças vivas da Nação, envolvendo Governo, Judiciário, Congresso,
lideranças civis e militares e de outros segmentos representativos da vida nacional,
estabeleceu um magnífico “chega prá lá” nos semeadores do ódio e da discórdia, transmitindo
alto e bom som o quanto a Democracia está enraizada no sentimento das ruas. O
Brasil disse o que quer de uma eleição.
A
corrida eleitoral de agora está sendo acompanhada com zelo e atenção pelos
verdadeiros democratas, que se sentem, falar verdade, injuriados diante do
clima de tensão propiciado em disputas que ocorrem em alguns ambientes turbulentos.
O melhor (ou seja, pior) exemplo vem da mais importante cidade do país, maior
metrópole da America Latina, com população superior a de vários países. Entre
tapas, golpes abaixo da cintura, cadeiradas e uma pororoca de infâmias, os
debates acontecidos se primaram pela total ausência de ideias e propostas.
Deixando a opinião publica estarrecida. No meio da barafunda despontou um
candidato, um vulgar “cover” - todo mundo sabe de quem – com pretensões a
escalar postos mais elevados na cena política a qualquer custo. Que nossa
Senhora Aparecida ilumine os paulistanos
na hora do voto.
Jornalista(cantonius1@yahoo.com.br)
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