terça-feira, 25 de março de 2025

Dois temas candentes

 


 

*Cesar Vanucci

 

"A solução é manter o canal de diálogo aberto para evitar prejuízos desnecessários para ambas as partes".( Vice Geraldo Alckmin , sobre a guerra fiscal)

  

1) Os sons das trombetas da guerra fiscal deflagrada por Donald Trump estão desagradando meio mundo. Aliás, falar verdade, o mundo inteiro. As estúpidas medidas adotadas, quebrando acordos reconhecidamente sedimentados nas relações multilaterais, procurando amoldar países soberanos a caprichos supremacistas, alimentam turbulências, podendo desembocar numa recessão econômica global, conforme admitem qualificados especialistas. No Brasil as taxas extras estabelecidas, mormente as incidentes sobre os itens aço e alumínio, afetam principalmente os Estados da região Sudeste, com destaque para Minas Gerais. Sejam realçados os esforços dos negociadores governamentais, via Ministérios da Indústria e das Relações Exteriores no sentido de defender adequadamente, nos foros competentes, os respeitáveis interesses dos segmentos alvejados. Impõe-se assegurar aos porta-vozes credenciados do Brasil nas negociações com o Governo de Washington apoio amplo e irrestrito nas postulações formuladas. Sem essa de se retrair ou de silenciar diante de tão relevante e candente questão, em nome de mesquinhas conveniências políticas. O que está em jogo coloca-se bem acima de questiúnculas abstratas. O Congresso, por exemplo, não pode furtar-se, jeito maneira, ao dever de cerrar fileiras em torno de causa tão significativa.

 

2) As lideranças compromissadas com a missão de estruturar um eficiente Sistema Nacional de combate ao crime organizado precisam se capacitar de que a sociedade brasileira tem pressa na solução do atordoante problema. Se já existe delineado em suas linhas mestras, no Ministério da Justiça, um esquema que condensa o melhor da experiência policial na luta contra milícias, facções e outros grupos mafiosos, o que resta, então, para se colocar em movimento as ações preventivas e repressivas tão almejadas? Há quem diga ser necessário incrementar o dialogo entre as corporações que atuam no front da chamada “guerra urbana”, na busca de denominador comum na metodologia do trabalho. Diálogo nunca é demais, debates também. Dialogue-se, debata-se, esgote-se todo o arsenal de ideias e sugestões nascidas das vivências cotidianas no enfrentamento do banditismo, mas desfaçam-se logo, o mais rápido possível, os entraves burocráticos que impedem sair do papel as ações concretas pretendidas. São diárias e numerosas as violências urbanas que clamam por soluções  eficazes. O que vem sucedendo em alguns aglomerados urbanos, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, por exemplo, ganha conotação, no ver de muitos, de atos terroristas. Escusado lembrar que, nalguns casos, como é fácil deduzir, o combate ao crime exigirá ação cirúrgica no próprio organismo policial.   

 

Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)  

Nenhum comentário:

A SAGA LANDELL MOURA

A ambição expansionista do “xerife”

    *Cesar Vanucci “Nunca descarto o uso de força militar” (Donald Trump, sobre a Groenlândia.)   São impactantes e de abrangência...