*Cesar Vanucci
"A solução é manter o canal de diálogo aberto para
evitar prejuízos desnecessários para ambas as partes".( Vice Geraldo Alckmin
, sobre a guerra fiscal)
1)
Os sons das trombetas da guerra fiscal deflagrada por Donald Trump estão
desagradando meio mundo. Aliás, falar verdade, o mundo inteiro. As estúpidas medidas
adotadas, quebrando acordos reconhecidamente sedimentados nas relações multilaterais,
procurando amoldar países soberanos a caprichos supremacistas, alimentam
turbulências, podendo desembocar numa recessão econômica global, conforme
admitem qualificados especialistas. No Brasil as taxas extras estabelecidas, mormente
as incidentes sobre os itens aço e alumínio, afetam principalmente os Estados
da região Sudeste, com destaque para Minas Gerais. Sejam realçados os esforços
dos negociadores governamentais, via Ministérios da Indústria e das Relações Exteriores
no sentido de defender adequadamente, nos foros competentes, os respeitáveis
interesses dos segmentos alvejados. Impõe-se assegurar aos porta-vozes
credenciados do Brasil nas negociações com o Governo de Washington apoio amplo
e irrestrito nas postulações formuladas. Sem essa de se retrair ou de silenciar
diante de tão relevante e candente questão, em nome de mesquinhas conveniências
políticas. O que está em jogo coloca-se bem acima de questiúnculas abstratas. O Congresso, por exemplo, não pode
furtar-se, jeito maneira, ao dever de cerrar fileiras em torno de causa tão
significativa.
2)
As lideranças compromissadas com a missão de estruturar um eficiente Sistema
Nacional de combate ao crime organizado precisam se capacitar de que a
sociedade brasileira tem pressa na solução do atordoante problema. Se já existe
delineado em suas linhas mestras, no Ministério da Justiça, um esquema que condensa
o melhor da experiência policial na luta contra milícias, facções e outros
grupos mafiosos, o que resta, então, para se colocar em movimento as ações
preventivas e repressivas tão almejadas? Há quem diga ser necessário
incrementar o dialogo entre as corporações que atuam no front da chamada
“guerra urbana”, na busca de denominador comum na metodologia do trabalho.
Diálogo nunca é demais, debates também. Dialogue-se, debata-se, esgote-se todo
o arsenal de ideias e sugestões nascidas das vivências cotidianas no
enfrentamento do banditismo, mas desfaçam-se logo, o mais rápido possível, os entraves
burocráticos que impedem sair do papel as ações concretas pretendidas. São
diárias e numerosas as violências urbanas que clamam por soluções eficazes. O que vem sucedendo em alguns
aglomerados urbanos, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, por exemplo, ganha
conotação, no ver de muitos, de atos terroristas. Escusado lembrar que, nalguns
casos, como é fácil deduzir, o combate ao crime exigirá ação cirúrgica no
próprio organismo policial.
Jornalista
(cantonius1@yahoo.com.br)
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