terça-feira, 25 de março de 2025

Escândalo sem precedentes

 


 

*Cesar Vanucci

 

“Ele é um crianção patético” (Vivian, 21 anos, filha de Elon Musk a respeito do pai, numa entrevista )

 

A mídia estadunidense classificou o episódio como escândalo sem precedentes. A denúncia do New York Times acerca da visita do magnata Elon Musk ao Pentágono, com o fito de coletar informações altamente sigilosas, causou estupefação nos círculos políticos e diplomáticos mundo afora. A Casa Branca negou a versão do jornal. Mas, segundo fontes qualificadas, realmente aconteceu o inimaginável acesso de Musk aos planos secretos dos EUA sobre estratégias militares no caso de eventuais confrontos com outras potências, a China destacadamente. Anote-se que embora tido como principal assessor de Trump, Elon não foi investido oficialmente nas funções que informalmente vem desempenhando. A suma gravidade do ocorrido entra pelos olhos de qualquer cidadão por menos escolado que seja da conjuntura geopolítica. As especulações suscitadas pela história levam em conta certas circunstâncias assaz desconcertantes. Elon Musk é dono de fabuloso complexo aeroespacial, que opera em todos os continentes. Faz parte também de seus pertences redes de comunicação digital com alcance mundial. Sua atuação é significativa, em termos globais, na área da Inteligência Artificial. Possui negócio de grande envergadura, no setor automobilístico, inclusive na China. Mantém contratos vultosos com o Governo dos EUA desde o tempo em que se dizia partidário dos  democratas. Chocou o mundo com a saudação Nazista. E por aí vai... A pergunta que se recusa a calar na garganta de muitos analistas políticos: O que ele quer fazer com as informações tão privilegiadas obtidas? Outra  interrogação intrigante: Quem no Pentágono favoreceu o vazamento das informações? Fê-lo com quais intuitos?

 

2) Bolsonaro - Anunciando  disposição de passar temporada nos EUA, Eduardo Bolsonaro licenciou-se da atividade parlamentar. Seu manifesto propósito é incrementar, pelos meios a que tenha acesso, os ataques desabridos às instituições do seu país, onde pelo que acintosamente propaga, vigora um sistema político “autoritário” com negação das “liberdades públicas” e “perseguição” política a adversários. O filho de Jair Bolsonaro calcula, equivocadamente no próprio ver de muitos de seus partidários, que sua atuação no exterior poderá beneficiar a causa do pai emaranhado até o pescoço, como se diz na linguagem popular, na trama golpista desbaratada pelas forças democráticas brasileiras. O Supremo, com foco especial no Ministro Alexandre de Moraes, continuará a ser alvo prioritário, com toda certeza, das assacadilhas ditadas por vindita e ódio. Tudo isso acontece no momento em que a Justiça se prepara para o julgamento dos arquitetos do complô antidemocrático.  

 

Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)

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